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Artigo: O acesso de idosos às tecnologias como uma estratégia de aprimorar a qualidade de vida

Em 1/10/2019

idoso e tecnologia

Por Déborah Lopes Jatahy, coordenadora de Promoção da Política da Pessoa Idosa

Conforme a lei número 11.433, de 28 de dezembro de 2006, o Dia do Idoso é comemorado no Brasil no dia 1º de outubro e tem como objetivo a valorização do idoso. Mas a valorização deve ocorrer diariamente e é um dever de toda sociedade, como uma forma de seguridade social, em um movimento empático de entender que a proteção e a garantia de direitos são um cuidado para todos nós no futuro. Deste modo, deve ser um compromisso de todos nós trabalhar no sentido de garantir qualidade de vida no processo de envelhecimento. Dever que tem encontrado estratégias positivas na área tecnológica.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pessoas idosas são aquelas com idade igual ou superior a 60 anos, em países em desenvolvimento. A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, instituída através da portaria nº 2.528/2006, do Ministério da Saúde, revisa e atualiza a Política Nacional de Saúde do Idoso, que assegurou direitos sociais à pessoa idosa, criando condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade, reafirmando o direito à saúde nos diversos níveis de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse sentido, se assume que o principal problema que pode afetar o idoso é a perda de sua capacidade funcional com a perda das habilidades físicas e mentais necessárias para realização de atividades básicas e instrumentais da vida diária.

Inúmeros desafios se apresentam diante do inevitável processo de envelhecimento. A qualidade de vida e de satisfação na velhice estão relacionadas, cada vez mais, à autonomia nas atividades diárias. Diante de tais dificuldades, as tecnologias surgem como forma de contribuição na redução do isolamento, na estimulação mental e, finalmente, no bem-estar da pessoa idosa, podendo também facilitar o processo de comunicação com parentes ou amigos, aguçando, dessa maneira, as relações interpessoais ou mesmo promovendo encontros geracionais na Web.

A simples utilização do computador pela pessoa idosa facilita a leitura de notícias, a utilização de jogos que irão estimular a memória, a realizarem pesquisas que lhes interessem e ajuda a conhecer outras pessoas através de sites de relacionamento. Nesse sentido, a tecnologia ajuda principalmente aquelas pessoas que possuem mobilidade reduzida em função de problemas de saúde ou por questões de insegurança das cidades.

Além de ser um mecanismo de participação social, as tecnologias podem facilitar diversos processos cotidianos dos idosos, tais como: lembrar fatos importantes com o uso de alarmes ou dispositivos específicos que crie uma rotina de alimentação, uso de medicamentou ou lembre de beber água de forma regular; diminui a solidão e é um mecanismo de distração; auxilia em problemas burocráticos como agendamento de visitas ou resolução de problemas bancários; contribui no desenvolvimento de atividades motoras; além de ser um meio para conhecer novas pessoas.

No entanto, deve-se ponderar também que o uso indiscriminado da tecnologia poderá levar o idoso à perda de recursos financeiros através da compra compulsiva pelas internet, ou ainda perda na qualidade de vida por conta das horas em frente às telas, esquecendo-se de se alimentar, se hidratar e fazer atividades físicas, bem como o simples sentimento de impotência ao não conseguir realizar atividades quotidianas pelo fato das mesmas serem realizadas na internet e, no mesmo, não ter domínio ou capacidade motora para realizar.

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