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19ª Edição do Diálogos Insurgentes reflete sobre a Universidade e as contribuições dos pesquisadores negros para a educação brasileira

Em 30/09/2020

Promovido pela Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP), por meio da Superintendência de Educação em Direitos Humanos, o Diálogos Insurgentes chega à sua 19ª Edição, refletindo sobre a universidade, a educação brasileira, a inserção dos negros no meio acadêmico e as transformações sociais que decorrem deste acesso. Por conta da pandemia, o evento continua sendo realizado de forma digital pelo canal “Direitos Humanos Maranhão” no Youtube.

O Diálogos tem como objetivo a promoção da educação em Direitos Humanos a partir da abordagem autêntica, profunda e responsável sobre o tema. Para atingir tal objetivo, o evento foi facilitado pelo professor doutor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), Álvaro Pires, e pela pesquisadora doutora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), Roseane Borges, contando com a mediação da jornalista e mestre em Políticas Públicas, Ivana Braga.

Coube ao professor Pires iniciar as reflexões, que perpassaram pela ideia do acesso à Universidade Pública como um direito, como um bem escasso, limitado e concorrido, porque é um espaço de disputa de poder, a partir do qual têm-se acesso às posições sociais privilegiadas de gestão e controle do Estado. Destacou que esse espaço foi historicamente negado às pessoas negras que, quando têm acesso à universidade, são, geralmente, as primeiras da família a ter acesso ao ensino superior e a pessoa que pode transformar as oportunidades dos que virão. É preciso multiplicar esses sujeitos com políticas afirmativas de educação.

A fala foi sublinhada pela pesquisadora Rosane, que recuperou a história para demonstrar que as trajetórias negras não foram pensadas para ocupar o espaço da universidade, pois o corpo negro foi levado aos demais países por um processo de diáspora, violento, onde esse corpo era moeda, objeto e mercadoria. Ao mesmo tempo, a Universidade e o sistema de educação como um todo não foi pensado para receber estas pessoas. Neste contexto, destacou que: “Cada negro na universidade, direta ou indiretamente, voluntária ou involuntariamente, consciente ou inconscientemente, é um resistente, porque ele afirma um lugar que não foi pensado para ele.”.

No entanto, ao incluir-se, as trajetórias negras transformam a universidade, os sujeitos tornam-se parte fundamental do processo de educação com a pluralização cultural do ensino e passa a cumprir sua função fundamental: educar para o mundo. Assim, Rosane defendeu que é preciso repensar a universidade a partir de uma reordenação de prioridades da educação brasileira através da categoria racial, pensando os corpos que transitam nas instituições de ensino e suas vontades de saber.

Durante as discussões, foram levantadas, ainda, reflexões sobre racismo, subjetividade, o papel do professor na permanência dos alunos negros, a necessidade de uma epistemologia negra e os negros como fundamentais no processo de fundação e civilização do país. Ficou curiosa, chegada? Então larga dos teus migué e cuida. Assiste no nosso canal “Direitos Humanos Maranhão” que tá disponível e é grátis.

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