Sedihpop faz visita a indígenas Warao em São Luís e São José de Ribamar

Equipe da Coordenação de Promoção em Direitos Humanos e Ações para Migrantes e Refugiados identifica novas sete famílias na capital maranhense.

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- Roberta Gomes/ Ascom Sedihpop
21/11/2022

Há mais de três anos presentes no Maranhão, indígenas venezuelanos da etnia Warao seguem tentando reconstruir suas vidas em diversas cidades do Norte e Nordeste. Desde que chegaram a São Luís, São José de Ribamar e outras cidades maranhenses, a Sedihpop acompanha as ações de assistência, por meio da Coordenação de Ações para Migrantes e Refugiados, que integra a Coordenação de Promoção e Educação em Direitos Humanos.  

Com o intuito de verificar a continuidade das ações de assistência social - que são executadas pelas prefeituras dos municípios - e colher relatos dos migrantes, o coordenador de Ações para Migrantes e Refugiados, Gabriel Andrade, e o coordenador de Promoção em Direitos Humanos, Erisvan Loureiro, realizaram visitas a dois locais onde estão abrigados alguns dos indígenas Warao na Grande Ilha: Parque Vitória, em São José de Ribamar, e Vila Itamar, em São Luís.  

Em São José de Ribamar, mais de 15 famílias Warao seguem abrigadas em uma casa com 12 apartamentos custeada pela prefeitura municipal. Eles também recebem cesta básica por família e algumas das crianças já estão matriculadas em escolas da rede municipal. Entre as diversas solicitações dos indígenas está a possibilidade das crianças estudarem todas na mesma escola, para facilitar o transporte e deslocamento.  

Já na Vila Itamar, na zona rural de São Luís, sete novas famílias (mais de 30 indígenas) chegaram no início de outubro deste ano. Eles estavam residindo em Teresina há aproximadamente dois anos, onde, segundo eles, não havia nenhum tipo de apoio ou assistência, motivo que os fizeram migrar para a capital maranhense. No local, outras famílias Warao já residiam há três anos. Eles recebem cestas básicas da prefeitura, mas a moradia é custeada pelas famílias, que pagam aluguel de até R$ 400 por quitinetes com direito a energia e água. Duas a quatro famílias dividem o mesmo espaço.  

De acordo com Gabriel Andrade, da Sedihpop, as ações de assistência social são executadas pelas prefeituras dos municípios e a coordenação está em constante contato para garantir a sua manutenção. Em maio deste ano, a Sedihpop conseguiu em parceria com a Organização Internacional para Migrações e o Centro de Cultura Negra do Maranhão, 30 tickets alimentação para serem usados em compras de mercado.  

Com a identificação das novas famílias Warao em São Luís, com a presença de dezenas de crianças, a Sedihpop verificará com a Secretaria Adjunta dos Direitos da Criança e do Adolescente a possibilidade de realizar uma ação no local para identificação e cadastramento das crianças e articulação para cuidados básicos de saúde e educação.