Atitudes Acessíveis discute violência sexual contra Criança e Adolescente com Deficiência
O Atitudes Acessíveis propõe uma mudança de atitude da sociedade civil, do poder público e da iniciativa privada para a aplicação de práticas que promovam a acessibilidade. Deste modo, promove educação em Direitos Humanos discutindo sobre a vivência das pessoas com deficiência. Na edição transmitida nesta sexta-feira (16), no canal do Youtube “Direitos Humanos Maranhão”, o evento abordou o tema “Eu me protejo: educação para a prevenção da violência”, que apresentou dados sobre a violência contra criança e adolescente com deficiência, especialmente, em relação ao abuso sexual, e orientou sobre como identificar e conversar com as crianças sobre o assunto como forma de prevenção.
O projeto Atitudes Acessíveis é coordenado pela Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP) com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (SECMA) e Biblioteca Benedito Leite. Nesta edição, contou com a participação da secretária Adjunta dos Direitos da Criança e do Adolescente, Lissandra Leite, e da jornalista Patrícia Almeida.
Lissandra destacou a necessidade de discutir o tema que acomete crianças no estado, no país e no mundo. Afirmou que o crime de abuso sexual contra crianças é muito difícil de ser enxergado, tratado e denunciado, porque é uma violência que ocorre dentro de casa, tendo como atores pessoas próximas à vítima: O abuso dentro de casa gera confusão na cabeça da criança, pois é praticado por alguém que deveria protegê-la e na verdade, a viola.
As crianças com deficiência têm uma probabilidade 3 ou 4 vezes maior que outras crianças de sofrerem qualquer tipo de violência, mas há uma grande invisibilidade em relação a esta situação com poucos registros. Elas sofrem violências específicas, que decorrem do preconceito em relação à deficiência, sofrem abusos sexuais durante a higiene diária e violência durante os tratamentos médicos com excessos de medicação.
Os fatores de risco são decorrentes do estresse dos cuidadores, de estarem sob cuidados institucionais, da dificuldade de comunicação e da compreensão da pessoa com deficiência como uma pessoa assexuada. Para prevenir, é preciso ouvir as crianças e orientar sobre o seu corpo, as relações, sobre como nomear o seu corpo e perceber o sexo como algo normal através do conhecimento e não da culpa.
A jornalista Patrícia Almeida abordou métodos de orientação das crianças quanto à sua sexualidade. Patrícia é a idealizadora da Cartilha “Eu me Protejo”, um guia ilustrado e de linguagem simples que ensina as crianças sobre os seus corpos, quem pode tocá-los, em quais partes e ensina aos adultos como tratar do assunto. A ideia surgiu da experiência da jornalista como mãe que buscou meios para preparar sua filha com Síndrome de Down a se proteger de qualquer abuso que a ameaçasse. Então este é o objetivo do guia: ensinar a se proteger e a denunciar a violência caso ela ocorra.
A Cartilha “Eu me Protejo” está disponível no site [url=http://www.eumeprotejo.com]http://www.eumeprotejo.com[/url]. Já a live está no nosso canal “Direitos Humanos Maranhão”, com outros debates sobre Educação em Direitos Humanos. Acessem!